Brasil através dos meus olhos! – Trindade

E a categoria de viagens aqui no blog finalmente voltou a ativa! 😀 E esse é o primeiro post de viagem pelo Brasil e eu espero que o primeiro de muitos! Eu conheço pouca coisa nesse nosso país e tenho muita vontade de desbravar ainda os 4 cantos dele!

Trindade, uma vila perto de Paraty no estado do Rio de Janeiro, é a primeira parada do Brasil através dos meus olhos! Para quem não viu o vídeo que eu coloquei lá no canal do YouTube essa foi a minha primeira experiência acampando! Foi muito bacana e eu aproveitei bastante! Por conta disso resolvi dividir com vocês um pouco sobre Trindade e sobre a experiência de acampar na praia!

A vila

Trindade está localizada à 30 km do trevo de Paraty e fica situada dentro da Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, uma enorme área de mata atlântica no litoral do Rio de Janeiro, quase divisa com São Paulo! É uma vila bem pequena que vive do turismo. O acesso é feito através de uma estrada que passa sobre as águas da cachoeira e desemboca na avenida principal da vila. Tem bastante lugar para comer e se hospedar, tem mercadinhos e farmácia, mas não tem caixa eletrônico nem posto médico. Para essas coisas é preciso ir para Paraty. Apesar de pequena o fluxo de carros e pessoas era intenso, acredito que foi culpa da alta temporada. Para quem curte arte Hippie o lugar é um paraíso! Tem várias lojas e alguns vendedores na rua mesmo e a variedade é muito grande!

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Praias e cachoeiras

Apesar de pequena, Trindade tem 6 praias, uma cachoeira e uma piscina natural! De todas elas eu só não conheci a Praia Brava. Logo na chegada você encontra a Praia do Cepilho. Esta é a parte mais calma da primeira extensão de praia da vila, tem algumas pedras que invadem a faixa de areia e levam a água doce da cachoeira para o mar. A parte do vídeo onde eu pulo de uma pedra na água fica nessa praia! 😉 Caminhando pela areia você chega na Praia de Fora e na Praia dos Ranchos que recebeu esse nome por ser o local onde os pescadores guardam seus barcos. A Praia do Meio para mim foi uma das mais bonitas por conta do visual. Dá pra ver as montanhas verdinhas cobertas de mata atlântica e dá pra ver a água azulzinha do mar a se perder de vista! Ela tem bastante árvores, então da pra sentar na sombra sem precisar levar barraca! Mas chegue cedo, porque todo mundo quer aproveitar a sombra!

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Pegando a trilha a gente chega na Praia do Cachadaço, que tem bem o estilo das praias da região dos lagos: é bem extensa e a água é mais fria com algumas ondas. Continuando pela trilha, bem puxadinha diga-se de passagem, você encontra a Piscina Natural do Cachadaço. Uma formação de pedras acabou represando a água do mar e formando uma piscina calma e repleta de peixes! Um snorkel ou um óculos de natação são itens indispensáveis para quem quer visitar a piscina! Se você não quiser fazer a trilha dá para optar por pegar um barco na Praia do Meio, eu só não tenho noção do preço porque nós enfrentamos a trilha mesmo! A experiência é bacana, tem sempre muita gente na trilha, mas é bem cansativo! Também é interessante chegar cedo na piscina para poder aproveitar, porque ela vai lotando ao longo do dia!

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Para quem gosta de cachoeiras e suas águas geladas uma trilha mais suave leva a Cachoeira dos Codós. Lá tem a famosa pedra que engole, mas eu não tive coragem de “descer” por ela não! haha Preferi ficar me refrescando nas quedas de água mesmo! A trilha tem algumas paradas mas as melhores são o Escorrega e o Poço Fundo. Na primeira existe uma pedra onde o pessoal escorrega e na segunda tem uma queda de água bem forte para quem quer lavar a alma!

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Onde ficar?

A vila tem várias pousadas e campings. Nesse portal você encontra os links de alguns desses locais, mas não todos. O que eu percebi é que muita gente colocava as coisas no carro e chegava lá atrás de uma vaga em pousada ou lugar em camping. Parece que não é costume fazer reservas, pelo menos o camping que nós ficamos não fazia. Você ligava antes para saber se tinha espaço e ia! O camping que nós escolhemos é o Beiramar. Ele fica na Praia de Fora e é bem localizado. Os restaurantes e outros estabelecimentos estavam apenas a alguns passos do camping. Quando chegamos eles ainda estavam reformando a parte de chuveiros e sanitários, mas quando saímos de lá elas já estavam praticamente finalizadas e já estavam sendo usadas. A infraestrutura não é muito grande, mas lembre-se de que é um camping na praia. A ideia não é ter todo o conforto que você teria se ficasse numa pousada ou hotel, né? O local onde a gente podia instalar as barracas era bem grande e organizado. Tinha várias árvores que faziam sombra durante o dia e protegiam um pouco da chuva no final do dia. Pelo que eu vi de alguns outros campings, a área do Beiramar é uma das mais aconchegantes. Eles disponibilizam vários pontos de energia elétrica, mas tem que ficar esperto com a voltagem. Esse camping só tem tomadas 220V! Pergunte antes qual a voltagem do camping para não ser surpreendido, como nós fomos! Tivemos que “roubar” uma tomada da casa da dona do camping 😉

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Onde comer?

Comida boa é o que não falta, mas depende do seu paladar né? A maioria dos restaurantes vende prato feito com arroz, feijão, salada e uma opção de carne, mas existem outros pratos, principalmente de frutos do mar 😉 Dica: os pratos feitos são muito bem servidos, eu não conseguia comer metade do que vinha! Até quem come bastante deixa comida no prato, então acho que vale a pena pedir um para dividir e uma porção de carne ou batatas fritas separadas para completar! Nós comemos um PF muito bom de mix de camarão e lula à dorê no restaurante Tia Judith e eu recomendo bastante, só de lembrar a boca encheu d’água 😉 Para quem gosta de uma pizza tem a Pizzaria 2 Corações. O preço de uma pizza grande gira em torno de R$40, o que é bem padrão pra mim, mas os recheios deles são bem gostosos e também tem borda de catupiry! Nesse mesmo lugar tem uma esfiha que é uma delícia! Elas são abertas, estilo as do Habib’s, mas os recheios são muito gostosos! Cada uma sai por mais ou menos uns R$5 e eu não aguento comer mais do que 3 porque elas são bem grandinhas!

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O que levar para acampar?

Essa é pra quem tá pensando em ir para acampar! Prepare-se para levar um pouco de coisa, então separe uma parte do porta malas! O camping não disponibiliza barra então você tem que levar a sua! Tentei montar mais ou menos uma lista de tudo o que nós levamos e do que sentimos falta e com certeza levaremos na próxima!

  • Barraca: leve uma com tamanho que caiba o colchão em que você vai dormir e as suas coisas todas! Não é bom deixar nada do lado de fora da barraca! Faça uma lista de tudo que realmente precisa ficar dentro da barraca e escolha uma que caiba tudo, além de você de uma maneira confortável!
  • Cadeado: para fechar a sua barraca enquanto você estiver fora.
  • Ventilador: apesar da chuva no final do dia dar uma refrescada, o verão é bem quente então é sempre bom ter um ventilador por perto!
  • Repelente: por conta da quantidade de mata em volta da vila tem sempre bastante mosquitinho. Recomendo sempre deixar a mosquiteira da barraca fechada e repelente no corpo todo para evitar ficar se coçando depois! 😉
  • Lanterna: apesar do camping ser iluminado, enxergar as coisas na barraca a noite pode ser complicado. Não precisa de nada muito potente, a lanterna do celular já ajuda muito!
  • Comida e Água: se você não quer gastar muita grana é legal levar uns snacks para comer durante o dia. Quanto a água eu diria que é bom levar um cantil grande onde você possa armazenar água por mais tempo sem esquentar. Era complicado encontrar lugar que vendesse água gelada, porque a procura era muito grande.
  • Cooler ou Isopor: ajuda bastante para manter água e outros comes e bebes mais geladinhos. Lá a gente conseguiu comprar gelo, então acho que vale a pena levar um isopor pequeno para guardar algumas coisas!
  • Lona e cordas: eu achei que fosse besteira, mas ainda bem que eu não fiquei responsável por isso. Caso contrário a gente teria uma barraca alagada! haha Todos os dias que estive lá choveu no final da tarde e a lona ajudou muito a segurar a água. Leve um bom pedaço que cubra a sua barra até o chão! Pode parecer exagero, mas não é legal ter suas coisas todas molhadas por conta de chuva né? É bom também levar cordas ou cordonete para amarrar a lona e também fazer um varalzinho para secar as roupas de banho e toalhas!
  • Dinheiro: como eu disse lá não tem caixa eletrônico e o camping não aceita cartão! Então é sempre bom levar uma quantia em dinheiro que dê para todos os dias!
  • Papel higiênico: o camping disponibiliza os sanitários, mas você tem que levar o próprio papel higiênico! Nós esquecemos disso e acabamos comprando no mercadinho, pagando mais caro do que deveria :/

Bom isso foi tudo que eu consegui lembrar! A gente sempre esquece alguma coisa para trás, mas ainda temos o último socorro nas farmácias e mercadinhos, né? Espero que tenham gostado e viajado comigo nesse post! Se tiverem alguma dúvida é só deixar aqui nos comentários, vou ficar feliz em ajudar se puder! Tomara que essa categoria seja atualizada mais vezes esse ano!

P.s: algumas fotos deste post foram retiradas do meu vídeo, por isso a qualidade não está das melhores! Para ver tudo em HD é só assistir o vídeo, clicando aqui!

Europa através dos meus olhos! – Vaticano

E a viagem chega ao fim! Nossa ultima parada é a casa do Papa!
A visita começou bem cedo. Primeiro fizemos um tour guiado pelos Jardins do Vaticano. Os jardins ocupam mais da metade do território e o acesso a ele é restrito: apenas quem participa do tour pode visitar. Se você tem interesse de conhecer compre o ingresso para o tour pela internet, é bom comprar com um pouco de antecedência pois as vagas são limitadas e a procura é grande durante todo o ano.

Jardins do Vaticano
Jardins do Vaticano

Nos jardins existem inúmeras espécimes de plantas e ele é todo decorado com fontes e estátuas. A maior fonte é a Fontana dell’aquilone. O Google traduz como Fonte da Pipa, mas de acordo com a nossa guia ela é chamada de Fonte das Águias. No topo da pedra principal da fonte existe uma águia e a cor da água impressiona de tão azul.

Fonte das Águias
Fonte das Águias

Passamos por algumas construções dentro dos Jardins: o prédio da Rádio Vaticano, um labirinto, o Palácio do Governadorato, o convento das irmãs, a estação de trem do Vaticano e a residência do (ex-Papa) Bento. A rádio é responsável por anunciar a mensagem cristã católica e transmite em 45 idiomas!! Eu tentei ler sobre como o Vaticano é governado, mas é confuso demais para mim hehe Quem tiver interesse a Wikipédia tem um artigo em inglês explicando tudo sobre isso. A estação de trem serve apenas para abastecimento da cidade, não há transporte de pessoas nos trens que param lá.

Labirinto
Labirinto
Domo da Basílica de São Pedro
Domo da Basílica de São Pedro
Fonte
Fonte
Teatro a céu aberto
Teatro a céu aberto
Fonte atrás do Teatro
Fonte atrás do Teatro

O Museu do Vaticano é enorme! Tem muita coisa bacana pra ser visto lá dentro, mas o que mais me impressionou foi a arquitetura e decoração. As salas são tomadas de pinturas em todas as paredes e no teto. Quase não se vê paredes brancas! A sala mais importante do Museu é a Capela Sistina, mas infelizmente não se pode tirar fotos, e aparentemente respirar lá dentro também é proibido! haha a todo momento um segurança grita: silêncio! Imagino que seja por ser um local sagrado, mas o ecoar do grito de silêncio dele é pior do que os sussurros dos turistas.

Museu do Vaticano
Museu do Vaticano
Interior - Museu do Vaticano
Interior – Museu do Vaticano
Interior - Museu do Vaticano
Interior – Museu do Vaticano
Escada da saída - Museu do Vaticano
Escada da saída – Museu do Vaticano

Eu queria ter trago lembrancinha de lá para muita gente, mas infelizmente tudo lá é absurdamente caro! Não se acha nada mais barato que 10 euros, e isso é apenas o terço mais simples. A minha lembrança do Vaticano é um cartão postal que eu mandei pelo único posto dos correios dentro dos limites da cidade!

Enviando o postal!
Enviando o postal!

A última parada foi a Basílica de São Pedro. Como já mencionei em um post anterior, essa é a maior basílica da região de Roma. Mas é difícil descrever o quão grande ela é. São vários corredores, com imagens de antigos papas, santos, pinturas sobre a vida de Jesus e até um presépio. Era época de Natal e havia ainda uma árvore de natal no centro da Praça São Pedro. Dentro da basílica se encontram a Pietà de Michelangelo, o túmulo de São Pedro e de vários Papas, incluindo João Paulo II. Dá pra perder umas horinhas dentro da basílica apreciando toda a decoração. Assistimos uma missa em latim e confesso que eu entendia o rumo da missa, mas não conseguia entender nada! Na saída da basílica vimos dois guardas do Papa. O nome oficial do corpo de segurança é Guarda Suíça Pontifícia. O uniforme da guarda é uma coisa um tanto engraçada: me lembra a roupa dos antigos bobos da corte, em amarelo e roxo/azul, com uma plumagem vermelha na cabeça! O design da roupa é atribuído a Michelangelo.

Praça São Pedro
Praça São Pedro
Altar principal sobre o túmulo de São Pedro
Altar principal sobre o túmulo de São Pedro
Pietà
Pietà
Interior - Basílica de São Pedro
Interior – Basílica de São Pedro

Durante toda a viagem eu graveis alguns vídeos, para guardar de recordação. Resolvi juntar e fazer um vídeo geral sobre a Itália para vocês! Assistam em HD 😀

Chegamos ao fim da nossa viagem! Gostaram de conhecer a Itália? Espero que vocês tenham se divertido comigo!

Europa através dos meus olhos! – Roma

A última cidade européia que eu tive a felicidade de conhecer: Roma! Nem acredito que pude compartilhar com vocês todas as minhas aventuras pelo velho continente! Ainda existem algumas cidades do Reino Unido para compartilhar com vocês, mas de agora em diante os post sobre viagens vão dividir espaço com outros temas. Fiquem de olho porque vem novidade por aí 🙂

Passamos 4 dias em Roma sendo que um deles foi dedicado à conhecer o Vaticano, então se preparem porque lá vem história!!

Primeiro dia

A primeira parada foi a Piazza Navona. A fonte principal dessa praça, Fonte dos Quatro Rios, aparece no filme Anjos e Demônios. Essa fonte é composta por estátuas de quatro deuses dos rios e um obelisco egípcio. Cada deus representa um rio e seu continente: Nilo (África), Ganges (Asia), Danúbio (Europa) e o Rio da Prata (América).

Piazza Navona
Piazza Navona
Fonte dos Quatro Rios
Fonte dos Quatro Rios

No caminho entre a Piazza Navona e o Pantheon passamos pela Basílica de Santo Agostinho, a embaixada Brasileira, o prédio do Arquivo do Estado de Roma e a Basílica de Sant’Andrea della Valle. Todos estavam fechados ou não eram abertos para visitação.

O Pantheon é um templo de todos os deuses da Roma antiga e começou a ser construído algumas décadas antes de cristo! Em 608 o Papa consagrou o Pantheon como igreja cristã e esse é um dos principais motivos pelo qual ele sobreviveu ao período medieval, onde as grandes construções romanas foram praticamente destruídas. O pórtico de entrada é sustentado por várias colunas e o interior é um formato redondo. A parte interna do prédio é toda decorada em mármore e a cúpula é toda construída em blocos de concreto que se encaixam e vão reduzindo o peso à medida que sobem. Dentro do Pantheon caberia uma esfera de 43,3 m de diâmetro!  No centro da cúpula existe um enorme “buraco” para iluminação do interior do prédio. A arquitetura interna foi feita de forma que a água da chuva que entrasse pelo teto fosse escoada para o centro do prédio e drenada por pequenos orifícios no chão! Pude ver esse sistema em funcionamento, pois estava chovendo no dia em que estivemos lá.

Pantheon
Pantheon
Detalhe do teto - Pantheon
Detalhe do teto – Pantheon
Interior - Pantheon
Interior – Pantheon

Paramos para conhecer o teto em 3D da Igreja de Santo Inácio de Loyola. Olhando para cima tem-se a impressão de que a igreja continua a subir, elevando suas colunas ao céu e ao encontro dos anjos! Infelizmente a minha foto não ficou muito boa, mas espero que vocês consigam ter essa noção de profundidade! Dentro da igreja existe uma peça chamada Magnificência e Religião. Ela representa uma única e gigantesca igreja cercada por várias igrejas importantes do mundo. Alguém consegue reconhecer as que aparecem na foto? 🙂

Detalhe do teto -  Igreja de Santo Inácio de Loyola
Detalhe do teto – Igreja de Santo Inácio de Loyola
Magnificência e Religião -  Igreja de Santo Inácio de Loyola
Magnificência e Religião – Igreja de Santo Inácio de Loyola
Reconhece alguma igreja?
Reconhece alguma igreja?

Não podia deixar de conhecer a famosa Fonte de Trevi, muito menos visitá-la e não jogar uma moedinha lá dentro!! A fonte foi construída ao final de um aqueduto que abastecia Roma antes da idade média. É uma construção muito bonita e recebe muitos turistas. É muito difícil conseguir chegar próximo às águas da fonte. Dá pra notar a popularidade do lugar pela quantidade de moedas dentro da fonte!

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Fonte de Trevi

A última parada foi a Pizza del Popolo (Praça do Povo). Essa praça recebeu muitas intervenções Papais e cada um deles acrescentou uma igreja (ou restaurou ela), ou uma estátua ou uma fonte! Já estava de noite e a praça estava tomada por um palco gigantesco e pelas preparações para a comemoração do ano novo chinês. Conhecemos apenas a Igreja de Santa Maria do Povo, onde estão algumas das obras de Caravaggio. Infelizmente não era permitido fotografar.

Segundo dia

O dia começou com uma visita ao antigo Fórum Romano e todas as antigas construções que permanecem vivas à sua volta. É uma parte enorme da Roma antiga muito bem preservada. É impossível descrever tudo o que vimos ali. Eu ficava o tempo todo imaginando como eram as construções, onde as peças se encaixavam, como as pessoas viviam naquele espaço. É uma sensação um pouco angustiante, pois não há muitas imagens que representam as construções intactas. não se tem uma noção completa de como era a vida naquela época, então fica tudo a critério da sua imaginação. Espero que as fotos transmitam essa sensação para vocês também, e que vocês tentem imaginar como era essa Roma antiga.

Ruínas do Fórum Romano
Ruínas do Fórum Romano
Ruínas do Fórum Romano
Ruínas do Fórum Romano

O segundo monumento do dia foi o Coliseu! Preferi manter minhas expectativas baixas em relação ao Coliseu depois de passar pelo Fórum. Seria mais uma construção pra ficar imaginando? Mas me surpreendi! Em todos os cantos haviam imagens retratando como foi um dia aquele “estádio”. Inclusive uma parte da arena e da arquibancada foram reconstruídas para dar aos visitantes uma ideia de como as coisas funcionavam. Dava pra olhar pro alto e imaginar as arquibancadas cheias de gente e os gladiadores lutando na arena. Confesso que imaginar isso não traz a melhor das sensações, mas fica aquela “emoção” de estar num lugar tão imponente e marcante da história antiga.

Coliseu
Coliseu
Interior do Coliseu
Interior do Coliseu

A última visita do dia foi à Basílica Papal de São Paulo fora dos muros. Ela é a segunda maior basílica católica de Roma, ficando atrás da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Diz-se que ela foi construída no local onde São Paulo foi sepultado e que seu túmulo está sob o altar principal. O motivo da nossa visita era ver o Papa Francisco! Ele presidiu uma liturgia em comemoração a convenção de São Paulo. Esse Papa realmente é uma figura muito carismática, sorridente e muito simpática. Distribuiu tchauzinhos para os fiéis que estavam ainda do lado de fora da basílica 🙂 Apesar de não ser católica, foi uma experiência inesquecível poder ficar tão perto de uma figura tão importante.

Terceiro dia

Tiramos o dia pra conhecer mais um pouco a cidade e relaxar! Afinal depois de toda essa viagem, de lá pra cá, zanzando entre várias cidades, ainda tínhamos que voltar pra Londres e organizar tudo pra voltar finalmente pra casa! A visita então se resumiu ao Altar da Pátria: um monumento em honra a Vítor Emanuel II da Itália, primeiro rei da Itália unificada. É uma construção gigantesca em mármore branco, com uma estátua de Vitor montado à cavalo na frente e duas estátua da deusa Vitória em quadrigas (carroça puxada por quatro cavalos – wikipédia é cultura!) no topo. Dentro do prédio estava tendo uma exposição sobre a imigração italiana e em um computador dava pra descobrir quando uma pessoa saiu da Itália e para onde foi. Achei alguns antepassados imigrando para o Brasil 🙂

Altar da Pátria
Altar da Pátria

Depois da visita resolvemos ir ao cinema, só não conseguimos! O primeiro cinema que tentamos tinha uma fila gigantesca na porta e não conseguiríamos comprar o ingresso à tempo de ver o filme. No segundo cinema eles só passavam filmes dublados (em italiano). O mais engraçado foi o anúncio pregado na bilheteria dizendo que o filme começaria atrasado, como tudo na Itália! Alguém já viu isso? hehe

O Quarto e último dia foi dedicado ao Vaticano, mas esse é assunto para um post separado!

E aí, Gostou de passear por Roma? Comente e me conte o que você achou!

Europa através dos meus olhos! – Cinque Terre

Depois do dia em Pisa nosso destino era uma cidadezinha chamada La Spezia. Não conhecemos muita coisa da cidade, pois nosso interesse era o Parque Nacional das Cinco Terras (Cinque Terre). Acomodação em uma das cidades do parque é um pouco complicada então optamos por ficar em La Spezia.

Cinque Terre está localizada na costa oeste da Itália é uma região composta de cinco cidades:  Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. O relevo da região é muito montanhoso e por isso as cidades ficam suspensas nos rochedos próximo ao mar. A maneira mais fácil de visitar as cidades do parque é pela ferrovia Gênova – La Spezia, mas há também a opção de uma trilha que interliga as cidades. De um extremo ao outro leva-se mais ou menos de cinco a seis horas de caminhada, dependendo do sentido. Saindo de Riomaggiore sentido Monterosso o caminho começa leve e vai ficando mais pesado a cada cidade. Já o caminho contrário começa bem acentuado com muita subida, mas com o tempo vai ficando mais tranquilo.

A cara da disposição!
A cara da disposição!

Saímos de La Spezia bem cedo e fomos até Monterosso al Mare. A manhã estava bem bonita, com um tempo agradável sem chuva e sem muito sol: ideal para caminharmos pelas trilhas! Confesso que meu preparo físico estava zero, mas parando algumas (muitas!) vezes pra descansar e recuperar o fôlego consegui completar a parte do percurso que estava aberta à visitação. Por algum motivo a trilha que interliga Corniglia a Manarola estava fechada e por isso terminamos o nosso passeio por ali, depois de 4 horas caminhando! A trilha que fizemos é bem costeira e a todo momento vemos o mar azul. A vista é maravilhosa e traz uma sensação de paz muito boa. Encontramos poucas pessoas pelo caminho, mas isso talvez seja culpa da época do ano.

Vinícolas
Vinícolas
Vista da trilha
Vista da trilha
Vista da trilha
Vista da trilha

Monterosso foi a única cidade onde vimos praia, apesar de parecer mais uma grande lagoa com água bem azulzinha! Não consegui encontrar mais do que duas ruas na cidade, e novamente todos os estabelecimentos estavam fechados. Apesar de ser bem pequena a cidade atrai muitos turistas no verão! As casas são todas coloridas em tons de verde, amarelo e rosa, assim como todas as outras cidades do parque, oque torna o clima bastante agradável.

Monterosso al Mare
Monterosso al Mare
Praia de Monterosso
Praia de Monterosso

Vernazza é uma antiga vila de pescadores e mantém esse ar até hoje. Não há ruas pavimentadas e nem circulação de carros. O pequeno porto é a parte mais bacana da cidade. Perto do porto existe antigo forte que servia de proteção contra piratas: o Doria Castle.

Vernazza
Vernazza
Vista mais bonita de todas!
Vista mais bonita de todas!

Corniglia foi a última cidade que visitamos. Dali pra frente o caminho estava fechado e preferimos terminar o passeio por ali mesmo e pegar um trem para casa. Essa é a única cidade que visitamos que não está no nível do mar: ela está a 100m de altura, alojada nas montanhas entres as vinícolas. Da cidade até a estação precisamos descer uma escadaria de 328 degraus! Fico imaginando fazer a trilha no caminho inverso ter que subir todos os degraus!

Corniglia no topo do morro
Corniglia no topo do morro
Trilha final
Trilha final

E você, encararia essa trilha?

Europa através dos meus olhos! – Pisa

A visita à Pisa não pode nem ser considerada uma day trip haha Acho que ficamos lá por apenas algumas horas, mas foi o suficiente pra ver o que todo mundo quer ver em Pisa: a Torre! Finalmente o tempo começou a melhorar de verdade e o dia em Pisa foi muito ensolarado e, arrisco a dizer,quentinho! Não sei se a paisagem era realmente muito bonita ou se o céu azul influenciou, mas eu adoro as fotos desse dia!

Para chegar ao Campo dei Miracoli (Campo dos Milagres) passamos pela Piazza dei Cavalieri (Praça do Cavaleiro) onde estão alguns outros pontos turísticos de Pisa: o Palazzo della Carovana, o Palazzo dell’Orologio e a Igreja de Santo Stefano dei Cavalieri. O antigo Palazzo della Carovana hoje abriga a Escola Normal de Pisa. Ela estava em reforma quando passamos por ela, mas deu pra ver um pouco da fachada. Ela parece estar coberta com um papel de parede, mas na verdade são pinturas de imagens alegóricas e signos do zodíaco.

Igreja de Santo Stefano dei Cavalieri
Igreja de Santo Stefano dei Cavalieri
Palazzo
Palazzo della Carovana

O Palazzo dell’Orologio, ou palácio do relógio, tem uma arquitetura um pouco diferente. No centro do prédio existe uma passagem que leva até o Campo dei Miracoli e acima desta passagem está o relógio. A Igreja infelizmente estava fechada mas a fachada era bem bonita. A cidade parecia bonitinha, mas a ansiedade de ver a torre era tanta que acabei não dando muita atenção ao resto.

Palazzo dell Orologio
Palazzo dell’Orologio

No Campo dei Miracoli estão a Torre Sineira, a Catedral de Pisa, o Batistério, o cemitério do Camposanto e o Museu da Catedral. Era possível visitar todos os prédios, mas o preço do ingresso era bem salgado e por isso preferimos só ver o exterior mesmo. A única construção que tinha entrada gratuita era a Catedral. Ela tem um formato de crucifixo e está de frente pro batistério. Aos fundos da catedral temos a Torre Sineira (ou Torre do Sino ou Torre de Pisa).

Panorama da Piazza
Panorama do Campo del Miracoli
Batistério
Batistério

O interior da Catedral é cheio de colunas de mármore e o teto é todo decorado com flores eu auto relevo. A base da mesa que fica no altar são dois anjos tocando cornetas! É uma peça muito bonita em mármore branco. A cúpula do altar é decorada com uma imagem de Jesus. Todo o interior é decorado com pinturas, tanto nas paredes quanto em quadros pendurados nas colunas.

Catedral
Catedral de Pisa
Interior da Catedral. Conseguem ver os anjos na mesa?
Interior da Catedral. Conseguem ver os anjos na mesa?

À primeira vista a torre não parecia tão torta assim, mas era o ângulo que eu estava vendo! Ela já foi mais tombada, mas hoje a inclinação é de 4 graus. Esse tombamento vem desde o início da obra: ela começou a afundar quando a construção estava ainda no terceiro andar. Isso tudo aconteceu por uma má fundação que não aguentou o peso. Depois de algumas manobras pra ajustar o solo a construção continuou, mas agora os andares eram feitos alguns centímetros maiores de um lado para tentar ajustar o alinhamento da torre. Acabou que ela continuou com a imagem tombada e agora torta também! Informações mais atuais dizem que a torre só parou de se mover pela primeira vez em 2008!!

Inclinação da Torre
Inclinação da Torre
Torre de Pisa
Torre de Pisa

A sensação de estar debaixo dela foi bastante engraçada pra mim. Acho que finalmente eu estava olhando um monumento que antes eu só via por foto e pensando: “eu realmente estou aqui!” O que o sangue italiano não faz ein? haha É claro que eu tirei a foto “típica turista” segurando a torre haha Mas realmente é engraçado ver a quantidade de gente criando mil e uma poses para aparecer com a torre na foto!

Torre vista da base
Torre vista da base
Momento turista!
Momento turista!

O passeio por Pisa foi curtinho mas valeu cada minuto. E vocês, tem vontade de conhecer Pisa? Comentem!