Europa através dos meus olhos! – Cinque Terre

Depois do dia em Pisa nosso destino era uma cidadezinha chamada La Spezia. Não conhecemos muita coisa da cidade, pois nosso interesse era o Parque Nacional das Cinco Terras (Cinque Terre). Acomodação em uma das cidades do parque é um pouco complicada então optamos por ficar em La Spezia.

Cinque Terre está localizada na costa oeste da Itália é uma região composta de cinco cidades:  Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. O relevo da região é muito montanhoso e por isso as cidades ficam suspensas nos rochedos próximo ao mar. A maneira mais fácil de visitar as cidades do parque é pela ferrovia Gênova – La Spezia, mas há também a opção de uma trilha que interliga as cidades. De um extremo ao outro leva-se mais ou menos de cinco a seis horas de caminhada, dependendo do sentido. Saindo de Riomaggiore sentido Monterosso o caminho começa leve e vai ficando mais pesado a cada cidade. Já o caminho contrário começa bem acentuado com muita subida, mas com o tempo vai ficando mais tranquilo.

A cara da disposição!
A cara da disposição!

Saímos de La Spezia bem cedo e fomos até Monterosso al Mare. A manhã estava bem bonita, com um tempo agradável sem chuva e sem muito sol: ideal para caminharmos pelas trilhas! Confesso que meu preparo físico estava zero, mas parando algumas (muitas!) vezes pra descansar e recuperar o fôlego consegui completar a parte do percurso que estava aberta à visitação. Por algum motivo a trilha que interliga Corniglia a Manarola estava fechada e por isso terminamos o nosso passeio por ali, depois de 4 horas caminhando! A trilha que fizemos é bem costeira e a todo momento vemos o mar azul. A vista é maravilhosa e traz uma sensação de paz muito boa. Encontramos poucas pessoas pelo caminho, mas isso talvez seja culpa da época do ano.

Vinícolas
Vinícolas
Vista da trilha
Vista da trilha
Vista da trilha
Vista da trilha

Monterosso foi a única cidade onde vimos praia, apesar de parecer mais uma grande lagoa com água bem azulzinha! Não consegui encontrar mais do que duas ruas na cidade, e novamente todos os estabelecimentos estavam fechados. Apesar de ser bem pequena a cidade atrai muitos turistas no verão! As casas são todas coloridas em tons de verde, amarelo e rosa, assim como todas as outras cidades do parque, oque torna o clima bastante agradável.

Monterosso al Mare
Monterosso al Mare
Praia de Monterosso
Praia de Monterosso

Vernazza é uma antiga vila de pescadores e mantém esse ar até hoje. Não há ruas pavimentadas e nem circulação de carros. O pequeno porto é a parte mais bacana da cidade. Perto do porto existe antigo forte que servia de proteção contra piratas: o Doria Castle.

Vernazza
Vernazza
Vista mais bonita de todas!
Vista mais bonita de todas!

Corniglia foi a última cidade que visitamos. Dali pra frente o caminho estava fechado e preferimos terminar o passeio por ali mesmo e pegar um trem para casa. Essa é a única cidade que visitamos que não está no nível do mar: ela está a 100m de altura, alojada nas montanhas entres as vinícolas. Da cidade até a estação precisamos descer uma escadaria de 328 degraus! Fico imaginando fazer a trilha no caminho inverso ter que subir todos os degraus!

Corniglia no topo do morro
Corniglia no topo do morro
Trilha final
Trilha final

E você, encararia essa trilha?

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Europa através dos meus olhos! – Milão

Minha última grande viagem pela Europa foi para a Itália. Minha descendência é italiana, tanto por parte de mãe quanto por parte de pai, então essa era uma viagem muito especial pra mim. Deixei essa visita para o final para poder viajar sem preocupações com faculdade, tempo e dinheiro. Acho que essa foi a viagem mais longa que fiz, foram 14 dias. Deu pra conhecer bastante coisa. O Gabriel foi a minha companhia durante a viagem e apesar do frio e da chuva que pegamos nos primeiros dias conseguimos aproveitar bastante! Conhecemos ao todo 6 cidades: Milão, Como (e adjacências), Veneza, Florença, Parque Nacional Cinque Terre e Roma. Seguindo a ordem da viagem a primeira parada foi Milão. Muitos amigos disseram que um dia era o bastante para visitar os principais pontos de Milão. Optamos por passar um único dia por lá e por isso ele foi bem preenchido, mas acredito que tenha realmente sido suficiente.

Milão é conhecida como a capital mundial da Moda e do Design, pra onde quer que você olhe tem uma loja famosa. Apesar dessa fama toda, as pessoas que você vê andando na rua vestem roupas comuns, nada cheio de glamour como a gente imagina! A Galleria Vittorio Emanuele II é um dos “shoppings” mais antigos do mundo e onde estão presentes muitas lojas de grifes e jóias. São dois corredores que se cruzam formando mais ou menos uma cruz e sobre esse cruzamento existe uma imensa doma de vidro. O interior é todo decorado em tons dourados nas paredes e muitos mosaicos no chão. A entrada principal da galeria é um imenso arco e fica na Praça Duomo.

Detalhe da arquitetura - Galleria Vittorio Emanuele II
Detalhe da arquitetura – Galleria Vittorio Emanuele II
Doma de Vidro - Galleria Vittorio Emanuele II
Doma de Vidro – Galleria Vittorio Emanuele II
Detalhe do piso - Galleria Vittorio Emanuele II
Detalhe do piso – Galleria Vittorio Emanuele II

Também na Praça Duomo fica a Catedral de Milão. Ela é uma construção com estilo gótico e foi finalizada em 1965. A primeira lembrança que eu tive quando vi a Catedral foi dos castelinhos de areia que a gente fazia quando criança, quando deixávamos aquela mistura de água e areia formar torres por todas as partes. De um outro ângulo ela me lembrou um pouco a Sagrada Família, em Barcelona. A Praça Duomo é cheia de vendedores ambulantes e fotógrafos que ganham dinheiro tirando fotos dos turistas alimentando os pombos em frente a Catedral. Por conta disso é impossível, pelo menos pra mim que tenho pavor de pombo, ficar muito tempo por ali.

Catedral de Milão
Catedral de Milão

Próximo à galeria fica um pequeno restaurante/lanchonete chamada Luini. A especialidade da casa são os Panzerottis, que parecem um pastel assado e são muito gostosos! Os sabores são típicos da culinária italiana: mozzarela, tomate, rúcula, ricota e outros mais. O lugar é pequeno e não tem muito espaço pra se sentar, o jeito e ficar em pé do lado de fora ou levar pra comer em casa. O preço é bem barato em relação a outros restaurante e por isso tá sempre lotado! Fica bem de frente para um Mc Donald’s, mas parece que os panzerottis não perdem clientela pro ele não!

Visitamos o Museu de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci. As maiores atrações do museu são as réplicas das invenções de da Vinci e uma parte muito bacana sobre tecnologia e transportes. Tem um submarino enorme que foi usado na Segunda Guerra Mundial em exposição. O museu é bem grande e ficamos por um tempo lá dentro, nos escondendo da chuva!

Invenção de Leonardo da Vinci
Invenção de Leonardo da Vinci
Submarino Erico Toti
Submarino Erico Toti

A ultima parada foi o Castello Sforzesco. Uma antiga fortaleza que foi transformada em castelo e hoje abriga alguns museus e galerias de arte. Infelizmente chegamos lá a noite e a maioria das galerias já estava fechando. Mas a própria arquitetura do castelo já era uma obra de arte. Uma construção toda de tijolinhos, com aquela cor avermelhada, muito iluminado. Um pátio enorme, todo gramado, com alguma estátuas e fontes. Tava caindo uma chuva fininha, e as gotinhas de água acabaram virando pontinhos luminosos em algumas fotos!

Torre do Castello Sforzesco
Torre – Castello Sforzesco
Pátio do Castello Sforzesco
Pátio – Castello Sforzesco
Fonte em frente a entrada do Castello Sforzesco
Fonte em frente a entrada – Castello Sforzesco

E aí, gostaram? Cometem! Próxima parada: Como e muita, muita neve!